segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Eterno!



Paulo Benedito, mas poderia dizer também Bendito, dos Santos Braga. De garoto convidado de Carnaval a goleador solitário que tirou o Bicolor de 8 anos de fila.

Quando chegou a Curuzú para vestir azul e branco, o Paysandu tinha 16 títulos estaduais, 3 a menos que o rival. Mas quando parou, em 1973 em um jogo festivo contra a Tuna, o lado bicolor da Almirante já tinha 28 taças, 5 a mais que o azulino.

Na Taça Brasil, de 1959 a 1973, foi soberbo, levando o Paysandu a 7 participações, o maior número de um clube paraense na história.

E por falar em paraense, do calvário de Piedade em 1956 ao caneco histórico do Sesquicentenário de 1972, ele sozinho tem 12, um recorde, dos quais 10 foram conquistados sobre o rival.

Em 2000, como meia e craque da Seleção Paraense do Século XX, virou imortal. Em 2014, transformado em Estátua, foi monumental.

Na vida e na bola, seja como Paulo ou como lenda, jamais haverá um Quarenta como ele: eterno. 

Fonte: Papão, 90 anos de Paixão e Glórias - Ferreira da Costa. Os Gigantes do Futebol Paraense - Ferreira da Costa. REXPA, a Rivalidade Gloriosa - Expedido Leal.



quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Nilson Diabo: o artilheiro infernal




O Nilson que é Santos, mas que tambem já foi Diabo. Paraense de Altamira e revelação no Acará. 

No Amazonas, foi Série A em 1974 atuando pelo Rio Negro. Enquanto brilhava no calor manauara, foi implacável contra a camisa amarela canarinha.

Se na Tuna foi histórico e goleador, seja duplando com Leônidas, em um dos ataques mais letais da história do Souza - que quebrou um jejum de 12 anos sem títulos da cruzmaltina - ou chegando ao topo da artilharia paraense em 1980, de azul e branco foi campeão, e duas vezes.

Uma, de forma invicta, em 1976, evitando o tetra do rival e levantando o terceiro título bicolor na década. E na outra sendo tri em 1982, com Cabinho e companhia, passeando no estadual de número 32 do Paysandu.

Gols? Na Curuzú foram 55 de 1974 a 1982 e uma façanha: o vigésimo maior artilheiro da história do bicolor.

Se fora de campo era Santos, dentro dele era brabo e brigador, era infernal. 

Controverso? 

Certeza mesmo é que um inferno era tê-lo do lado oposto. 




Fonte: Fonte: Papão, 90 anos de Paixão e Glórias - Ferreira da Costa. Os Gigantes do Futebol Paraense - Ferreira da Costa. Parazão Centenário - Ferreira da Costa. Revista O Gol.