Já tratamos outras vezes, em outros lugares, tempos e espaços, do presidente que, em 2013, levou o clube ao topo do futebol paraense, tornando-se assim o segundo personagem da história do futebol bicolor a ser campeão como atleta e como presidente, igualando o feito de Mimi Sodré, campeão em 1920, alternando as funções de atleta com a de presidente do clube, naquele que seria o primeiro título paraense de outros 47 que viriam a seguir. Falamos do presidente que, em 2014, no ano do centenário, devolveu o Paysandu à Serie B, em uma batalha épica em Juiz de Fora.
Neste Baú voltamos a tratar, como também já fizemos, e sem desprezar as contribuições extra-campo dessa figura tão singular da história bicolor, do atleta, do artilheiro e do multi campeão, dono de gols tão decisivos quanto quantitativos. Daquele que, exatamente uma década depois de Cacaio, foi imprescindível para que o Paysandu conquistasse o Brasil.
Paysandu 4 x 0 Avaí - Final do Brasileiro de 2001
Paysandu 4 x 3 Cruzeiro - Final da Copa dos Campeões
Inevitável não lembrar da sua presença de área, do seu faro de gol e da sua letalidade, atributos de um típico matador, um dos mais inesquecíveis que a Travessa Curuzú já viu. Mas mais inevitável ainda é não tratar de uma característica que ajudou a construir a imagem de um ídolo, ousa-se dizer, unanimemente incluído entre as cinco maiores divindades que o Olimpo Bicolor de Ídolos recebeu: a predestinação. Predestinação de quem saiu de contestado e terminou uma lenda. Se Bené - do alto de seus 249 gols e cinco estaduais - pode ser considerado o deus bicolor do gol, Vandick é, sem dúvida, o mais próximo do que se poderia considerar como um divindade das decisões.
Como na narrativa de Quarenta - que chegou a um Paysandu dono de apenas 16 títulos estaduais (3 a menos que o rival) e um longo jejum de oito anos sem conquistar o maior cetro do futebol local, e se aposentou (em 1973) com o clube somando 28 títulos estaduais e uma vantagem de seis canecos sobre o rival - a de Vandick, em igual medida, nos mudou de patamar.
Parafraseando a mim mesmo, quando o recebemos no Giro Bicolor da Rádio Lobo: ele nos fez chorar muito de alegria e os nossos rivais de raiva. Ele foi campeão, fazendo história dentro e fora de campo. Pelos pés dele, o Paysandu conheceu a América e a América o Paysandu. Ele é baiano de Coité e paraense da Curuzú. O nome dele?
O nome dele é PAYSANDU.
Giro Bicolor: https://www.youtube.com/watch?v=ro8oYJJmmxw&t=2248s
A Voz do Leitor - Camisa Alvi-Azul: http://camisaalviazul.com.br/wp-content/uploads/2018/11/033-Voz-do-Leitor_-A-Redenção-Vincenzo.pdf.
Paysandu 100 anos de Payxão: https://www.youtube.com/watch?v=zEwFV7DtfcU&t=1305s







