Vitorioso ou, devo dizer, matador?
O simples fato de este paulista de Amparo ter marcado 249 gols, em oito temporadas - sagrando-se o maior goleador do Paysandu - já faz de Benedito Pinho Leme, o Bené, um nome absolutamente intocável na lista de maiores jogadores da história do Clube de Suíço.
Ao lado de Robilotta, formou a dupla de ataque mais letal do futebol regional , em uma mescla de habilidade e oportunismo puro. Bené, o Tanque da Curuzú, era um centroavante rompedor e uma máquina de moer zagueiros.
No comando de ataque bicolor, levantou cinco títulos estaduais (1966, 1967, 1969, 1971 e 1972), sagrando-se artilheiro em duas das cinco conquistas, anotando 13 gols em 1969 e 20 gols em 1971.
E por falar em 1971, foi de Bené o gol de empate bicolor na lendária final do vira-vira, que forçou a prorrogação e abriu caminho para que Moreira, em uma cabeçada monumental, mudasse de mãos a coroa de campeão (De Antônio Baena para a Curuzú). Em 1972, contribuiu com oito tentos na conquista do título, sendo o vice-artilheiro do Paysandu, atrás apenas de Moreira, seu parceiro de ataque, com 12 gols.
Foi dele também o gol que deu ao Paysandu a vitória pela contagem mínima (1x0) sobre a Romênia em 1968, que viria a disputar o Mundial de 1970 no México.
Em clássicos, e não poderia ser diferente, Bené foi protagonista, totalizando 26 gols na história dos RExPA's e o posto de quarto maior artilheiro da história do derby.
Se o nome Benedito significa mesmo "abençoado", ao Benedito da Curuzú acrescenta-se "lendário".
Como seus gols.
Fonte: Papão, 90 anos de Paixão e Glórias - Ferreira da Costa. Os Gigantes do Futebol Paraense - Ferreira da Costa.
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