Como um presente a todos, em comemoração a estreia deste blog, trazemos uma reedição de um texto publicado por nós no Futebol do Norte, contando a história de um confronto entre craques bicolores do passado e o elenco de 2015. Esse texto foi uma releitura de outro, publicado no Blog do Juca, e escrito pelo jornalista Roberto Vieira, descrevendo uma partida imaginária entre o Palmeiras campeão brasileiro de 1972 e o Verdão campeão de 2016.
Aproveitando que este blog estreia no mês da Consciência Negra, data que se confunde com a história do Paysandu, o clube do povo paraense, lançamos o seguinte desafio: consegue dizer quanto terminou essa partida e quem fez os gols?
Vamos interagindo nos comentários. Boa leitura a todos.
Nesta
tarde pós-toró, no lendário gramado da Travessa Curuzú, os times
perfilam, o hino toca e todos se cumprimentam como de costume.
Caim vai até o círculo
central, onde Micael já o espera com uma flâmula nas mãos. Com um aperto de
mão, selam o respeito e depois tiram a foto de praxe entre os capitães. Um
escolhe cara, o outro coroa. Deu cara.
Enquanto Oliveira e Colaço
ainda trocavam uma ideia, Eliélton e Juninho tocam na bola, colocando-a em
jogo.
Lá pelas tantas, a bola chega
mansinha nos pés de Jorge Correa que, imediatamente, aciona Mariano na outra
ponta da grande área. O pretinho recebe e, com um toque, limpa a marcação de
Uchôa, avançado, esticando para Pau Preto driblar PH e encontrar Meia Noite
pela ponta. Peralta e serelepe, ele cruza para Norman fuzilar um cacetão contra
o gol de Paulo Ricardo.
Depois da saída, a bola
espirra no ataque para Nícolas que, achando ver um certo goleiro na meta
adversária, finaliza. Mas Benício abafa e, em seguida, desamarrota a faixa de
Campeão de 1967.
A bola sai em lateral,
cobrado por Oliveira que, como mágica, encontra Quarenta livre. O velho craque
corre até a risca central, onde para a redonda e, com uma cavadinha, encontra
Bené, que passava pela dura marcação de Perema, rememorando a Romênia de 1968.
Já, próximo ao final, Juninho
dribla dois, mas para em Beto que, coberto por Mariano, amortece a bola e sai
jogando.
Rogerinho recebe no desafogo
e, como gênio, lança em profundidade para Caim. A bola chega na área e
Micael pula para cortar. Mas, no meio do caminho, ela – como num RExPA - toca
na cabeça dourada de Hélio.
Nos acréscimos, próximo ao
muro, uma falta é cobrada em diagonal para Cacaio encontrar Moreira. Gol do
vira-vira.
O jogo acaba.
Alex Maranhão, Wellington
Reis e Uiliam trocam camisas como Aldo, Lineu e Vélber, que conversavam sobre
os títulos de 81, 76 e a Libertadores. Tony acelera o passo para entregar a sua
a Mendonça que o conta como fez o gol que nem o Rei conseguiu.
Na beira do campo, Gentil
Cardoso e João Brigatti tiram um selfie. Nos camarotes, Ricardo e Nabor se
abraçam, selando a reverência. Do clube do presente com a sua memória.
Memória Negra.

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