sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Prazer, meu nome é Baú Bicolor!



Como um presente a todos, em comemoração a estreia deste blog, trazemos uma reedição de um texto publicado por nós no Futebol do Norte, contando a história de um confronto entre craques bicolores do passado e o elenco de 2015. Esse texto foi uma releitura de outro, publicado no Blog do Juca, e escrito pelo jornalista Roberto Vieira, descrevendo uma partida imaginária entre o Palmeiras campeão brasileiro de 1972 e o Verdão campeão de 2016. 

Aproveitando que este blog estreia no mês da Consciência Negra, data que se confunde com a história do Paysandu, o clube do povo paraense, lançamos o seguinte desafio: consegue dizer quanto terminou essa partida e quem fez os gols? 

Vamos interagindo nos comentários. Boa leitura a todos. 


Nesta tarde pós-toró, no lendário gramado da Travessa Curuzú, os times perfilam, o hino toca e todos se cumprimentam como de costume.

Caim vai até o círculo central, onde Micael já o espera com uma flâmula nas mãos. Com um aperto de mão, selam o respeito e depois tiram a foto de praxe entre os capitães. Um escolhe cara, o outro coroa. Deu cara.

Enquanto Oliveira e Colaço ainda trocavam uma ideia, Eliélton e Juninho tocam na bola, colocando-a em jogo.

Lá pelas tantas, a bola chega mansinha nos pés de Jorge Correa que, imediatamente, aciona Mariano na outra ponta da grande área. O pretinho recebe e, com um toque, limpa a marcação de Uchôa, avançado, esticando para Pau Preto driblar PH e encontrar Meia Noite pela ponta. Peralta e serelepe, ele cruza para Norman fuzilar um cacetão contra o gol de Paulo Ricardo.

Depois da saída, a bola espirra no ataque para Nícolas que, achando ver um certo goleiro na meta adversária, finaliza. Mas Benício abafa e, em seguida, desamarrota a faixa de Campeão de 1967.

A bola sai em lateral, cobrado por Oliveira que, como mágica, encontra Quarenta livre. O velho craque corre até a risca central, onde para a redonda e, com uma cavadinha, encontra Bené, que passava pela dura marcação de Perema, rememorando a Romênia de 1968.

Já, próximo ao final, Juninho dribla dois, mas para em Beto que, coberto por Mariano, amortece a bola e sai jogando.

Rogerinho recebe no desafogo e, como gênio, lança em profundidade para Caim. A bola chega na área e Micael pula para cortar. Mas, no meio do caminho, ela – como num RExPA - toca na cabeça dourada de Hélio.

Nos acréscimos, próximo ao muro, uma falta é cobrada em diagonal para Cacaio encontrar Moreira. Gol do vira-vira.

O jogo acaba.

Alex Maranhão, Wellington Reis e Uiliam trocam camisas como Aldo, Lineu e Vélber, que conversavam sobre os títulos de 81, 76 e a Libertadores. Tony acelera o passo para entregar a sua a Mendonça que o conta como fez o gol que nem o Rei conseguiu. 

Na beira do campo, Gentil Cardoso e João Brigatti tiram um selfie. Nos camarotes, Ricardo e Nabor se abraçam, selando a reverência. Do clube do presente com a sua memória.

Memória Negra.



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