Como quem escreve somos nós, mas quem manda são vocês, fizemos (respondendo a pesquisa que fizemos com os nossos leitores) - depois de a postagem anterior tratar de um dos gols de classificação mais inusitados e históricos do futebol, marcado por Luizinho no Brasileiro de 1974, e que rendeu ao Papão o posto de primeiro clube paraense a ser classificar para a 2ª Fase do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão - trazemos hoje o gol mais citado por três entre cinco leitores consultados: a clássica escorada de Zé Augusto contra o Ananindeua, no final do jogo, que deu ao Paysandu uma vaga na semifinal do returno do Estadual de 2008 e na Série C de 2008.
Para vocês relembrarem esse episódio, trazemos o vídeo dos melhores momentos, narrados sob a voz e genialidade lendária de Édson Matoso:
Na segunda etapa, mesmo pecando na técnica, o Paysandu voltou mais impetuoso, graças a entrada de Rafael Oliveira que, substituindo Luis Mário, deu uma mobilidade maior as jogadas de ataque, juntamente com Fabrício, àquela altura responsável pelas principais jogadas de ataque do bicolor paraense.
Em uma jogada pela faixa direita do ataque, Fabrício cruza espetacularmente para Samuel Lopes, aos 41 minutos e 15 segundos do segundo tempo, diminuir, de cabeça. Mas o resultado ainda classificava a Tartaruga, pois o Paysandu teria menos de cinco minutos e mais acréscimos para empatar a partida e se beneficiar da vantagem.
Depois de uma oportunidade clara de gol evitada, primeiro, pela defesa de Ângelo e, depois, pelo corte da zaga do Ananindeua, o Paysandu tinha, já aos 45 minutos, uma bola lançada na área em escanteio que, por essas ironia do destino, foi mal afastada pela defesa e encontrou Zé Augusto que, decisivo, escorou para as redes de Ângelo, definindo a vaga.
Se o gol de Luizinho foi histórico pela forma como ele foi validado, esse gol de empate marcado por Zé representou o agigantamento de uma história que não merecia o destino trágico que o jogo tentava impor.
Zé Augusto, ali, não só dava uma sobrevida a temporada bicolor (que se desenhava catastrófica), como fez dele - além do grande campeão que é, dono de dez títulos e do posto de terceiro maior campeão da história do Paysandu, atrás apenas de Quarentinha e Quarenta Lebrego, com doze e onze títulos respectivamente - o primeiro da atleta da história a ter os pés beijados por um presidente.
Dos 90 gols marcados por Zé Augusto entre 2000 e 2012, quando parou, que o coloca como o maior artilheiro bicolor deste Século, talvez nenhum seja lembrado com tanto carinho como esse. Para quem escreve estas linhas, particularmente, aquele gol foi o melhor dos exames cardíacos. Desmarquei o meu cardiologista no dia posterior a partida.
E ai, leitor? Quais foram as suas lembranças dessa classificação épica?

Eu lembro da raiva q eubtava passando até o segundo gol sair. Zé Augusto, o Salvador!!
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